09 maio 2011

Chateau Royale - Biografia - Discografia


Chateau Royale foi um Duo de Goth/Darkwave,Portugues.A ideia de formar um grupo teria sido já congeminada em 1989, ano em Luís Garcês e Adozinda Peguincha trabalhavam na Jukebox e davam uma mão no Rock Rendez Vous. Essa experiência ter-lhes-ia dado a verdeira percepção de quão dificil era formar um grupo em Portugal e, mais ainda, conseguir leva-lo avante. É nessas circunstâncias que, ainda antes do virar da década, assumem a decisão de emigrar para Londres, se bem que ainda sem a intenção imediata de dar origem imediata ao projecto. Apesar de terem iniciado uma fase de composição de temas durante 1991, só em Janeiro de 1992 é que nascem os Chateau Royale, tendo Garcês - que se ocupava dos teclados, programações rítmicas e coros - optado por assumir a designação artística de Cyrus. Adozinda, que assumiu as vozes e teclados, passa a apresentar-se como Ady. O nome que adoptaram para o colectivo pretendia reflectir um certo imaginário poético-romântico, ao mesmo tempo que a opção pelo idioma francês reforçava essa ideia, emprestando-lhe uma certa ressonância musical. Acolhendo no seu seio o baixista Manson, começam a trabalhar no primeiro registo. Das sete canções que haviam composto, gravam quatro, durante Julho e Agosto, constituíndo estas a sua primeira demo, a que apelidaram de "Forest of Gates". Povoada de boas melodias, negras, nostálgicas, mas com uma leveza e simplicidade próxima do synth-pop, a cassete apresenta uma sonoridade original que, apesar do minimalismo de recursos (teclados, baixo e caixa de-ritmos), consegue apresentar-se densa e elaborada. O único senão do registo prende-se com o nível das vocalizações, que se apresentam, em vários trechos, inseguras e com alguma dissonância. Apesar disso, o registo esgota rapidamente e é objecto de uma segunda edição (mais tarde, a banda retira-la-á do mercado, devido a insatisfação com o resultado final do trabalho). Setembro assiste à sua primeira actuação ao vivo, sendo que pouco tempo após a mesma, o grupo fica sem Manson, que abandona o projecto, sendo substituído por Charles, seu irmão e até aí técnico de luzes da banda. Já em Dezembro, os Chateau Royale regressam a estúdio para gravar novo trabalho, "Angel", que virá a ser editado ainda durante esse mês. Continuando a desenvolver a matriz de ideias anteriormente exploradas, este registo apresenta, porém, uma notória melhoria do registo vocal, que agora surge muito mais seguro, contundente, afirmativo e enquadrado, arriscando-se mesmo por paisagens mais etéreas. Essa segurança vocal permite, aliás, que a banda registe uma faixa apenas com voz, "Dreamfield". Durante 1993 conseguem arranjar mais alguns concertos e participam em várias colectâneas como "Call of the Banshee" (com "Believe Me"), "T-Secret Sessions Vol.5" (com "Christiane F"), "Gotisch I" (com "Tell Me Why"), "Dead By Dawn I" (com "Christiane F") e "The Skull Series Vol.I" (com "Tell Me Why"). Entretanto, em meados do ano, montam o seu próprio estúdio e fundam a editora Christus Release. Ainda em 1993, Charles abandona o grupo não sendo substituído. Luís, agora conhecido por Baron Garcês, ocupar-se-á do registo do baixo em estúdio. Em Janeiro de 1994, o grupo inicia os trabalhos de gravação de um CD-Single que virá a ser intitulado de "In Mourning". Contendo três temas, apresenta uma nova vertente do som que vinham a desenvolver, mais ambiental e com arranjos mais subtis e complexos, repescando algum do espírito medieval e do canto gregoriano que os seus membros lhe desejavam imprimir. O trabalho será editado já pela sua própria editora, tendo sido objecto de boas crónicas. Ainda durante esse ano, vai sair, via Enochian Calls, uma cassete que compila temas dos três registos anteriores: "Believe Me" (retirado de "Forest of Gates"), "Angel", "Christian F" (ambas retiradas de "Angel") e "She’s Dying" (retirado de "In Mourning"). Após terem contribuido com "She’s Dying" para a compilação "In Articulo Mortis" durante 1995, lançam, no ano imediatamente seguinte, pela Christus Records, uma edição CD de "Angel", incluindo mais uma faixa que a versão em cassete apresentava. A versão regravada de "Believe Me", com novos e mais complexos arranjos e nova vocalização, tornando o tema ainda mais forte. No entanto, após este lançamento, nada mais se soube deste projecto que, entretanto, foi ganhando algum culto nos meios mais underground.


Forest Of Gates(Cassete)1992

01 Believe Me 4:14
02 I Hate You 3:29
03 What's Going On 5:10
04 I'm Warning You 3:07


In Mourning(Maxi)1994

01 Post-Mortem
02 Voodoo
03 She's Dying


Chateau Royale(Cassete)1995

01 Believe Me
02 She's Dying
03 Angel
04 Christiane F


Angel(EP)1995

01 Intro - Ave Satani
02 Tell Me Why
03 Angel
04 Believe Me
05 Christian F.
06 Dreamfield


1 comentário:

  1. Boa gente, radicados em Londres, cheguei a trocar material com eles (artigos da extinta (peresgotika) em troca tive uma t-shirt que fez furor nesse tempo entre a rapaziada dark!!!
    abraços

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